Estados Unidos 1994

Yes they can… Quem ouve o slogan do atual presidente americano, Barack Obama, hoje em dia não acreditava muito na seleção americana disputando um mundial em casa. Claro que ninguém duvidava do poder de entretenimento que os americanos são capazes (muitos até hj ainda dizem que esse foi o maior mundial da história) mas achavam que seria a primeira vez que um pais sede não passaria a segunda fase. Não só passaram como engrossaram para o futuro campeão Brasil nas oitavas de final no dia da independencia americana.
A copa dos EUA foi marcada pelo bom futebol que andava sumido desde de 1986, pelo futebol pragmatico da seleção brasileira dirigida por Carlos Alberto Parreira que dizia que o gol era apenas um detalhe e pelo surgimento, ou a confirmação do talento para outros, de grandes jogadores capazes de decidir jogos em profusão e levarem suas seleções nas costas até onde puderam. É o caso do bulgaro Hristo Stoichcov, dos suecos Kennet Andersson e Martin Dalin, dos romenos Hagi e Dumitresco, dos americanos Tab Ramos e Eric Winalda (Bebe em sua homenagem) e muitos outros.
Mas os verdadeiros protagonistas desse mundial foram o italiano Roberto Baggio (que pra mim foi o verdadeiro craque da copa) e o brasileiro Romario. Os dois levaram suas seleções nas costas até a decisão do título no Rose Bowl em Pasadena. Final histórica diga-se de passagem. Novamente Brasil e Italia entravam em campo, depois de 24 anos, para decidir qual seleção ostentaria a gloria de ser o maior campeão do mundo, os dois paises tinham tres titulos conquistados, e pela primeira vez na história uma final de copa do mundo seria decidida nas decisões por penalti.
Enquanto o Brasil tinha vida facil na primeira fase, a azzura passava por mal bocados novamente. Num grupo onde todos os times terminaram com 4 pontos após tres jogos, a Italia que perdera na estreia para o EIRE, se classifica em primeiro após uma vitória contra a Noruega por 1×0 e um empate com o Mexico por 1×1. Em terceiro na chave, os italianos passaram à segunda fase. A partir das oitavas começava a brilhar a estrela do genial Roberto Baggio. Contra a fortissima Nigeria, após dominio dos africanos que sairam na frente ainda no primeiro tempo, Baggio marca o gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo levando o jogo para a prorrogação. Na prorrogação, mais um gol agora de penalti, colocaram a Itália nas quartas de final. Nas quartas, novamente um jogo equilibrado, desta vez com a Espanha. E quando tudo indicava nova prorrogação, afinal o jogo estava 1×1, Baggio resolve novamente. Aos 42 do segundo tempo marca o gol salvador que colocou a Italia na semifinal contra a surpreendente Bulgária de Stoichcov que eliminara a Alemanha da competição numa virada sensacional. Na semi final, novo show de Roberto Baggio. Mas dessa vez não nos minutos finais. Antes dos trinta minutos do primeiro tempo, o budista italiano, ja havia marcado duas vezes e praticamente colocado a Italia na final. Stoichcov descontou assumindo a liderança da artilharia, mas nao conseguiu levar sua seleção à vitória. A Itália chegava a decisão contra o Brasil, tendo como destaque absoluto seu camisa dez, Roberto Baggio, que havia feito cinco dos ultimos seis gols italianos trazendo a tona para os brasileiros o fantasma  de Paolo Rossi que com atuações parecidas tinha feito a mesma coisa 12 anos antes na Espanha. Na final um cansado time italiano se esforçou, ao sol do meio dia, para segurar o impeto brasileiro e contou com a inspiração de Baggio para ganhar o jogo. Infelizmente para todos os italianos o jogo foi para os penaltis e o sensacional Baggio perdeu a sua cobrança dando o titulo ao Brasil.

O BRASIL

Depois do Fiasco de 1990, a ordem para a seleção Brasileira era de renovar. A contratação de Paulo Roberto Falcão para dirigir o time em 91, trouxeram muito novos jogadores ao time, mas a falta de resultados convincentes derrubaram Falcão e catapultaram ao cargo o preparador fisico de 70, Carlos Alberto Parreira. Parreira armou um time que prezava pela posse de bola, mas que era extremamente sem criatividade e as vezes até muito defensivo. Com ele o Brasil perdeu seu primeiro jogo de eliminatórias para a Bolivia, e suou sangue para se classificar frente ao Uruguai. Já na copa o Brasil dependeu demais da estrela de Romario que estava em alta no Barcelona e mesmo com um futebol feio conseguiu ir longe. Na primeira fase vitórias contra Russia por 2×0 e Camarões 3×0 classificaram a seleção e evidenciaram a Romario dependencia. O terceiro jogo foi contra a Suecia. Depois de ficar em desvantagem por um bom tempo no jogo e nao conseguir reagir, o Brasil novamente agradecia a Romario que numa jogada individual deu o primeiro lugar do grupo aos brasileiros marcando um belissimo gol de biquinho de chuteira. Nas oitavas o selecionado canarinho enfretou a esforçada seleção americana que, além de jogar em casa, se encheu de brios por jogar no dia da independencia americana e por acreditar que o futebol mostrado pelo Brasil não era mais o mesmo. Os americanos venderam caro a derrota por 1×0 novamente graças a Romario que numa assistencia perfeita deixou Bebeto na cara do gol para fazer o tento da vitória. Nas quartas de final o fantasma holandes. No unico jogo decente que o Brasil fez na copa, o Brasil depois de abrir 2×0 no placar com Romario e Bebeto, permitiu que os holandeses empatassem e transformassem o que parecia um jogo facil num drama. O gol da vitória veio do pé esquerdo do contestado lateral esquerdo Branco, que com um canhao de falta faltando 10 minutos para o fim do jogo, decretou a vitória brasileira. Na semi final os suecos novamente. Num jogo amarrado e com poucas chances de gol, o baixinho Romario, dessa vez de cabeça no meio dos gigantes suecos decidiu novamente colocando o Brasil numa final de copa do mundo após 24 anos. No jogo final era esperada uma batalha dos dois protagonistas da copa, Romario e Baggio, mas o que se viu foi um jogo chato, sem muitos ataques, muito em função do horário e da temperatura na hora do jogo, que acabou indo até o final da prorrogação com apenas duas chances de gol, uma para cada lado, em chutes que beijaram a trave. Nos penaltis brilhou a estrela de Taffarel. Eximio pegador de penaltis, ja havia se consagrado nas olimpiadas de Seul em 88, que alem de contar com a sorte nos chutes de Baresi e Baggio, defendeu a cobrança de Daniele Massaro dando o titulo ao Brasil após 24 anos de espera.

NUMEROS DA COPA

Campeão: Brasil
Vice: Itália
Terceiro: Suécia
Quarto: Bulgária
Artilheiro: Salenko (RUS)/Stoichcov (BUL)  – 6 gols
Gols marcados: 141 (2,7 por jogo)
Publico: 3.587.538 (68.991 por jogo)

Brasil - Tetra Campeão

Um Comentário para Estados Unidos 1994

  • RODOLFO  disse:

    Comentem…. Ta acabando a Copa!! Logo mais comentarios sobre a copa de 2010….

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